Manual dos Monstros #04 – Sereias

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Capa de Manual dos Monstros episódio 04 - Sereias

Nesse episódio do Manual dos Monstros, conheça o mito das Sereias, uma das mais populares criaturas da mitologia.

Criação, roteiro e edição: Leonardo
Revisão: Nilda
Locução Narrativa: Marcela Ponce de Leon

Conheça também o podcast da Marcela, o Baseados em Fatos Surreais. E acompanhe nas redes sociais pela hashtag #mulherespodcasters.

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Padrim do Mitografias

  • Alexandre Rodrigued Assumcao

    É interessante voltar ao ponto mais interessante e recorrente da mitologia grega e no meu modesto modo de ver, propaga-se em outras mitologias também: o fascínio que pode ser a ruína daquele que contempla ou sente por algo que lhe desperta um desejo irracional que conduz à destruição.
    Obviamente, isso representa sempre um alerta para alguém, vindo de um testemunho de quem sobreviveu ou presenciou à distância tal evento. Junte-se a isso o mar (uma superfície instável e desconhecida, sobre a qual não se pode firmar, e diferente do solo, pode arrastar aquele que se encontra sobre ele, independente de sua vontade, para os mais diversos caminhos). O que é esse mar, povoado de seres híbridos, cuja canção arrebata a sanidade do homem para que este seja devorado e destruído pela própria perda dela? Seria o inconsciente? Povoado de sentimentos primitivos e incontroláveis que o homem em seu barco (sua sanidade?) não resiste, naufraga e mergulha na loucura de seus próprios desejos?
    Novamente, temos a representação do feminino, seja por híbrido (metade humano metade animal) ou simplesmente pelo humano, por mulheres nuas, que seduz, atormenta e arrebata o ser masculino, escravizando-o, roubando sua vontade e sua vida. As sereias que atormentaram Ulisses são as mesmas que fazem o homem branco ou o índio do folclore tupiniquim se afogar, pela imagem de sua irresistível beleza?
    Esses mitos representam uma espécie de fascinação e horror do olhar masculino sobre o feminino, e como a racionalidade e o pretenso poder do sexo masculino podem ruir, frente a sentimentos que ele mesmo não compreende e não pode controlar.

  • Auryo Jotha

    A narração da Marcela junto dessa trilha de fundo foi uma coisa de outro mundo S2

    Falando sobre as formas em que as sereias se apresentam nas histórias me lembrei de Percy Jackson: “Imagine um bando de abutres do tamanho de pessoas — com plumagem preta enlameada, garras cinzentas e pescoço rosado e enrugado. Agora imagine cabeças humanas em cima desses pescoços, mas as cabeças humanas ficavam mudando. / Eu não conseguia ouvi-las, mas podia ver que estavam cantando. Enquanto as bocas se moviam, os rostos se transformavam nos de pessoas que eu conhecia (…). Mas, não importava que forma tomassem, as bocas eram gordurosas e recobertas de restos de antigas refeições”. (O Mar de Monstros, p. 202)

    Ah tem outra coisa (não recordo onde vi essa informação pela primeira vez): joguem no tio Google imagens “beluga mermaid”, é uma baleia branca cuja cauda lembra pernas humanas. kkkkkkk