Papo Lendário #159 – O Islã e o Muçulmano

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Neste episódio do Papo Lendário, Leonardo, Nilda Alcarinquë, conversam com o muçulmano Puncha (@muhammadpuncha), sobre o Islamismo.

Entenda como é o Islã a partir da visão de um muçulmano.

Veja como são alguns dos valores dessa religião.

ATENÇÃO: Pedimos desculpa pelos ruídos de fundo na faixa do convidado, mas claro que isso não impede o entendimento do assunto.

ERRATA: No minuto 18:44 o convidado cita Omar, mas o correto é Uthman.

LINKS

Islamicast

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Padrim do Mitografias

  • Herege

    É ilegal ser ex-muçulmano em 13 países no mundo, com pena de morte para eles. Taí a religião da paz.

    • Traficantes evangélicos expulsam umbandistas da favela, taí o cristianismo, essa religião da paz.

      • gandralf

        Temos alguns caminhos possíveis nesta história.
        Podemos começar olimpíadas dos erros ou da opressão para saber quem é pior ou para blindar algum segmento.
        Outra opção é avançar o debate, algo que é incrivelmente difícil num clima em que o comportamento de torcida impera.
        Meus dois centavos: em alguns contextos (eg: grupos/culturas/whatever), a prática do Islã precisa de reformas urgentes. E isso é mais ou menos independente de que também em algum contextos, a prática do cristianismo (ou insira aqui a sua religião favorita) também precisa de reformas urgentes. Ficar brigando entre si para saber quem está mais na merda ou bancar o corporativista não ajuda. Precisamos de reformistas que saibam onde onde e como atuar. Esse pessoal precisa de nosso apoio.

  • gandralf
    • gandralf

      Mas o papo foi legal. Aaaaacho que ele participou de um anticast (ou outro programa) lá no B9 e comentei que curti bastante a idéia anarquista.

      De qualquer forma, parabéns pelo episódio. E como foi meio introdutório, espero que vocês retomem o tema no futuro. #hewillneverbesatisfied #hamiltonfeelings

    • gandralf

      Queria adicionar dois centavos à história da preservação das escrituras. O uso sistemático do árabe produziu um efeito fundamental para nossa herança cultural.

      Não vou falar mais nada pois o vídeo que deixarei explica muito melhor do que eu o faria. Eis o primeiro vídeo da série: https://www.youtube.com/watch?v=ocsveagHeV0 Este documentário da BBC é sensacional. Recomendo *muito* dar uma olhada.

      EDIT: Por algum motivo maluco eu pulei a parte do podcast em que o Puncha fala sobre isso. De qualquer forma, deixo o vídeo aqui para ilustrar.

      E mais um tequinho: também foi citado que o pessoal decorava o texto do Corão inteiro. Isso cria uma sonoridade que deixa a recitação quase musical. Não vou colocar o outro vídeo aqui para não repetir o comentário que deixei no último episódio sobre o Islã (e também porque estou com preguiça de procurar). Mesmo independente de aspectos religiosos, esta é uma expressão cultural muito bacana. Dá uma olhada lá.

    • Paulo Pontes

      Esse Pucha é mentiroso ao extremo…. Muita coisa errada que ele disse aí não pode ser atribuído simplesmente a ignorância ou enganos!

  • Que episódio magnífico, tenho bastante inveja da eloquência do Puncha e queria ter só um pingo de paixão das coisas que eu mesmo gosto na hora de falar como ele. Rasgação de seda a parte, episódio excelente e vindo em boa hora. Já conversei com o puncha mesmo em off sobre algumas dúvidas minhas quanto a essa religião que tanto desconheço, mas que é tão pintada aqui no ocidente como o é. Fico triste em saber dos equívocos cometidos por alguns praticantes, principalmente porque sei como isso é destacada da forma como é por aqui.

    Não sei se terá mais, mas fiquei com vontade de escutar bem mais sobre o tema. Abraço pra equipe.

    • Felipe Souza

      Deus lhe retribua essas palavras bondosas pois sou incapaz de retribuí-las. <3 Você e seu trabalho são inspiradores, querido.
      In sha Allah vão ter outros programas! A bem da verdade, ando trabalhando pra isso. 😉

  • Esse episódio se fez mais do que necessário, e deixou bem claro como a religião é difundida com tanta ignorância. Parabéns pelo cast, que se faça mais episódios assim de todas as outras diferentes crenças e que vá diminuindo essa tremenda má e equivocada interpretação dessa e de tantas outras.
    Eu fiquei feliz demais quando terminei de ouvir o cast, me fez notar que eu nada sabia, sei que a visão do Puncha não é a única dentro da crença, mas foi primordial pra despertar um olhar diferente do que tanto tentam reforçar na mídia, e eu como umbandista, entendo bem o que é ser interpretada diante da falta de informação e da falta do mínimo de disposição para qualquer entendimento sobre minha crença.

    • Felipe Souza

      Irmã, talvez goste do doc “Allah, Oxalá na trilha malê”, que mostra um pouco da interação entre os muçulmanos e os povos de santo – infelizmente não tem online, é preciso adquiri-lo no Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA) da USP de Ribeirão Preto.
      O Islã é um caminho. Demonizar o Islã e os muçulmanos é perder a visão de que esse caminho é possível para todos. Pela misericórdia de Deus, temos Sua sabedoria brotando de diferentes fontes.
      Minha visão não é a única, de fato, mas é uma visão possível e agradeço muito que tenha indicado isso.
      Que Deus te retribua a bondade de suas palavras. <3

  • J.M.

    a galera intolerante já chegou aqui, triste

  • Oliveira

    Papo Lendário sempre ótimo.

    Gosto de aspectos históricos e estatísticas sobre religiões. Mas é muito interessante ouvir a opinião de um crente da religião explanada. Nos dá um ponto de vista de dentro para fora.

    Realmente parte dos noticiários e filmes nos confundem muito quando se trata de islamismo. Quase sempre o associam ao terrorismo ou a agressão a mulheres.

    Pior que nos últimos anos muita gente tem se “instruído” por redes sociais, onde pessoas propagam opiniões intolerantes, superficiais e conceitos errados sobre quase tudo. Principalmente política e religião. A ignorância impera.

    O rapaz aqui, o Puncha, desenvolveu tranquilamente o assunto de acordo com o tempo disponível​ e profundidade para o momento. Muito bom.
    Interessante quando ele falou algo sobre convivência pessoal vencendo o preconceito. É verdade, tive amigos árabes muçulmanos na minha pré-adolescência, nunca falamos de religião, mas até hoje sempre​ que se fala de árabes lembro deles, e não do esterótipo padrão da TV.

    Mas o fanatismo existe em qualquer meio, e é esse fanático quem chama mais atenção.

    Sobre o Islã achei interessante: a explicação dos cinco pilares que estão pautados em boas práticas​ para o dia a dia durante a vida do seguidor. As vertentes, que também pensei serem duas apenas. E a diferença entre Mensageiro e Profeta.

    Parece que alguns pontos são bem parecidos com outras religiões: a complicada questão do fatalismo vs livre-arbítrio. – Deus, antes de me criar já saberia se irei para o céu ou inferno.
    E é similar também na questão do sexo como algo “impuro”.
    Penso que, se as religiões, de forma geral, precisarem abordar o controverso assunto, seria mais simples ensinar o ato sexual como algo natural, que tem seu momento e lugar, e foi criado pela própria divindade para primordialmente​ perpetuar as espécies. Algumas pessoas é que têm a cabeça problemática e não o ato em si que é o problema. (É só minha opinião, posso estar errado).

    Caso tenham oportunidade de fazer outro episódio sobre islamismo tenho algumas curiosidades: homossexualidade, poligamia, líderes religiosas, existência e influências de anjos e demônios, justiça divina em castástrofes coletivas e em fatalidades individuais.

    Gostei bastante das considerações da Nilda. Estou com ela 100% em tudo que falou.

    Desculpem, escrevi muito.

  • Oliveira

    Papo Lendário sempre ótimo.

    Gosto de aspectos históricos e estatísticas sobre religiões. Mas é muito interessante ouvir a opinião de um crente da religião explanada. Nos dá um ponto de vista de dentro para fora.

    Realmente parte dos noticiários e filmes nos confundem muito quando se trata de islamismo. Quase sempre o associam ao terrorismo ou a agressão a mulheres.

    Pior que nos últimos anos muita gente tem se “instruído” por redes sociais, onde pessoas propagam opiniões intolerantes, superficiais e conceitos errados sobre quase tudo. Principalmente política e religião. A ignorância impera. A maioria não consulta a fonte e a veracidade do que se replica.

    O rapaz aqui, o Puncha, desenvolveu tranquilamente o assunto de acordo com o tempo disponível​ e profundidade para o momento. Muito bom.
    Interessante quando ele falou algo sobre convivência pessoal vencendo o preconceito. É verdade, tive amigos árabes muçulmanos na minha pré-adolescência, nunca falamos de religião, mas até hoje sempre​ que se fala de árabes lembro deles, e não do esterótipo padrão da TV/Cinema.

    Mas o fanatismo existe em qualquer meio, e é esse fanático quem tem mais atenção dos noticiários.

    Sobre o Islã, achei interessante a explicação dos cinco pilares que estão pautados em boas práticas​ para o dia a dia durante a vida do seguidor. As vertentes, que também pensei serem duas apenas. E a diferença entre Mensageiro e Profeta.

    Parece que alguns pontos são bem parecidos com outras religiões: a complicada questão do fatalismo vs livre-arbítrio. – Deus, antes de me criar já saberia se irei para o céu ou inferno.
    E é similar também na questão do sexo como algo “impuro”.
    Penso que as religiões, de forma geral, se precisarem abordar o controverso assunto, seria mais simples ensinar o ato sexual como algo natural, que tem seu momento e lugar, e foi criado pela própria divindade para primordialmente​ perpetuar as espécies. Algumas pessoas é que têm a cabeça problemática e não o ato em si que é o problema (é só minha opinião, posso estar errado).

    Caso tenham oportunidade de fazer outro episódio sobre islamismo tenho algumas curiosidades: homossexualidade, poligamia, líderes religiosas, existência e influências de anjos e demônios, justiça divina em castástrofes coletivas e em fatalidades individuais.

    Gostei bastante das considerações da Nilda. Estou com ela 100% em tudo que falou.

    Desculpem, escrevi muito.

    • Felipe Souza

      As associações negativas aos muçulmanos são muito difundidas e fortalecidas pela indústria cultural mesmo (vide o excelente doc “Filmes Ruins, Árabes Malvados: Como Hollywood Vilificou um Povo” https://www.youtube.com/watch?v=Im5qQ9s-ohA)
      Você falou de “se instruir pela interner”: a gente tem uma expressão que é “Sheikh Google” para indicar a fonte de algumas informações. Não tem jeito, as pessoas passam uma tarde pesquisando o assunto em fontes enviesadas (comumente islamofóbicas) e acredita que entendeu o Islã.
      A violência e a ignorância são bem difundidas pela humanidade, infelizmente, não atingindo só os muçulmanos. Mas aí lembro de uma frase do ‘Ali (ra), que disse que “O judeus e o cristão não são nossos inimigos. Nosso inimigo é a ignorância.” E aí o inimigo está em mim, em você, em todos, e é pela empatia, pela misericórdia e compaixão que venceremos tal inimigo.
      Sobre o sexo ser impuro: bem mais ou menos. No Paraíso haverá a possibilidade da prática sexual. A questão é que as ações precisam ser purificadas… Isso começa antes da ação: a intenção conta muito para o que quer que façamos. Não há de ser diferente quanto ao sexo: o ato sexual lícito é tanto abençoado quanto digno de recompensa.
      E tem toda razão quanto à Nilda: ela é maravilhosa.
      Se Deus quiser haverão outros episódios. 🙂
      Deus retribua a bondade de suas palavras.

      • gandralf

        Nem tanto, mestre.
        https://www.youtube.com/watch?v=99Op1TaXmCw

        Também cresci com aventuras de inspiração árabe, de contos fantásticos das 2001 noites a personagens históricos marcantes, como Saladino, que remetem a heroísmo. E aqui nas Terras Tupiniquinis, com personagens gente boa como Nacib da Gabriela ou o Rachid de Renascer.

        “Ah, mas tem personagens ruins”
        E bons. Como em todo lugar.

        “No Aladin, abriram com uma música falando que o lugar era bárbaro e perigoso”
        Já viu Game of Thrones? Ou algum western?

        “Mas é estereotipado”
        E isso pinta o povo como vilão porque…

        “Mas quase todo terrorista é…”
        Sabe aquele sketch do SNL, em que o Trump reclama que a imprensa o persegue e o ridiculariza porque publica o que ele diz?

        • Felipe Souza

          Ok.
          Mas, de acordo com você, as representações negativas sobre os árabes e os muçulmanos são tanto quanto as representações positivas? Seria mais ou menos meio a meio tais representações ou existiria uma tendência a demonizar os muçulmanos?

          • gandralf

            É irrelevante querer manter um equilíbrio ou “justiça” na representação. O que se tem que fazer é contar as histórias que mereçam ser contadas e fazê-lo de maneira consistente e honesta.

            Além do mais, tem a questão da margem de erro e estocasticidade. Isso é muito importante, mas este não é o lugar adequado para falar sobre isso. A RadioLab tem uma série coisa-linda-de-deus sobre isso: http://www.radiolab.org/story/91684-stochasticity/

            Enfim, estão fazendo histórias consistentes? Mais ou menos. Algumas pecam pela preguiça, outras realmente pegam pesado e demonizam, outras estão de boas. No bojo, como depende e varia muito, não posso endossar esta tese de que a indústria vilaniza a turma. Ter não é ser.

          • Felipe Souza

            Ok.
            Não precisa endossar a tese. Mas a bibliografia sobre islamofobia existe, com pesquisas bem desenvolvidas em universidades estrangeiras e com o relato de muçulmanos sofrerem preconceito pelo fato de ser muçulmano. Prefiro considerar minha vivência, os relatos das irmãs e irmãos e as pesquisas.

          • Felipe Souza

            “É irrelevante querer manter um equilíbrio ou “justiça” na representação.”
            Não é o que perguntei. Perguntei se existem mais representações negativas do que positivas. Só isso.

            “Enfim, estão fazendo histórias consistentes? Mais ou menos. Algumas pecam pela preguiça, outras realmente pegam pesado e demonizam, outras estão de boas. No bojo, como depende e varia muito, não posso endossar esta tese de que a indústria vilaniza a turma. Ter não é ser.”
            A quais histórias se refere?? Desculpe, não entendi sua observação.

        • Nem tanto: Polêmica dos protagonistas terem traços caucasianos e os vilões fortes traços árabes. ok.

  • Andrey Santiago

    Gostei muito do episódio, eu particularmente gosto muito de estudar religiões e o Islamismo é uma das que mais me fascina hoje em dia, a 2º maior religião do mundo que começou na península arábica e influenciou impérios ao redor do globo, da África ao Sudeste Asiático, a religião que hoje é muito atacada e muito descaracterizada, obrigado pelo programa! Ah, tenho algumas recomendações, primeiro, o podcast Projeto Humanos, do Ivan Mizanzuk, algumas horas a fé islâmica se interpõe com as historias das pessoas que participam lá e elas falam da religião, destaco em especifico o episódio sobre Lei da Sharia, recomendo também, o livro do Matthew S. Gordon, Conhecendo o Islamismo, livro bem conciso e introdutorio a religião, muito bom também. Enfim, um programa bem elucidativo este.

    • Felipe Souza

      O Projeto Humanos de fato é bem legal; tive, graças a Deus, a oportunidade de dar um toque ou outro pro Ivan durante a execução do Projeto. Esse livro é interessante também! Mas no caso tem uma obra de um pesquisador brasileiro, o Paulo Hilu, que talvez lhe interesse: “Islã: religião e civilização” (tem uma resenha que fiz aqui: http://www.mitografias.com.br/2017/01/escritos-lendarios-isla-religiao-e-civilizacao/)
      Agradeço que tenha escutado o programa e agradeço as observações positivas: é um estímulo muito grande. Deus lhe retribua pela bondade de suas palavras.

  • Paulo Pontes

    Um dos poucos episódios que eu detestei… os hosts jogaram pela janela todo o senso crítico e inteligência que notadamente possuem.
    O convidado desviou e omitiu diversas informações. A princípio achei que era por ignorância, mas logo percebi que era má fé mesmo.

    Tenho alguma vivência com pessoas do oriente médio e vários dos meus amigos estão morando em Bahrem, na aábia saudita e no irã e gostaria de dividir algumas informações:
    – Jesus era considerado um profeta sim, mas não é considerado islâmico em nenhuma corrente de pensamento relevante por lá. Ou vc é cristão, muçulmano, judeu ou outro… não tem essa de que cristão é um muçulmano em potencial, é um infiel que pode ser tolerado.

    -O Islã tolera pessoas de outras religiões mediante o pagamento de um imposto, o

    Dhimmi aplicado aos infiéis. Este imposto pode ser usado para estimular a conversão, a expulsão ou a execução do infiel…

    -Agora, se vc for politeísta ou ateu, não tem Dhimmi que salve a sua cabeça conectada ao seu pescoço, na melhor das hipóteses vc terá o seu visto de entrada no país negado, na pior vc vai figurar em um vídeo no youtube com o estado islâmico te decapitando… o país mais tolerante entre os países muçulmanos declarou aberta a temporada de caça aos ateus http://www.independent.co.uk/news/world/asia/malaysia-government-minister-atheists-hunted-down-reeducated-religious-freedom-shahidan-kassim-a7884766.html

    -Como o convidado disse, o livro sagrado do islã é revelado, mas o que ele não disse é que isso implica em que ele não deve ser interpretado e sim seguido a risca, A própria língua árabe foi mantida para que não houvesse erros em tradução, logo ao ler o alcorão, você lê la língua que deus usou para transmitir aos homens… Desta forma não existe o argumento de “o que foi dito valia naquela época, mas não vale hoje”, como livro revelado lido em sua língua original, não é permitida a livre interpretação…

    Recomendo fortemente o podcast “Secular jihadists from middle east”, feito por 5 ex-muçulmanos que falam sobre o que está acontecendo ao redor do mundo em relação a isso link: http://secularjihadists.libsyn.com/

    As omissões e mentiras do convidado são permitidas pelo islã, chamam-se Mudda’Rat, é o conceito de que é permitido mentir e enganar se isso beneficiar ao islã. Juramentos podem ser rompidos e tréguas podem ser quebradas com infiéis sem prejuízo de suas pretenções ao céu!

    Com relação a Sharia foi onde o convidado mais se esquivou. Graças a essa mistura de religião-estado, até os bancos precisam observar preceitos islâmicos para abrir conta e realizar empréstimos (afinal, juros é pecado de usura). Mulheres só podem falar com o próprio marido sob punição de chibatadas pela polícia religiosa e lojas são obrigadas a fechar nos horários e oração mesmo que o dono não seja muçulmano (da mesma forma que os traficantes mandam fechar o comércio aqui no RJ, ou fecha ou eles quebram tudo). Mulheres não muçulmanas só podem viver uma vida quase normal dentro dos compounds (bairros murados onde os expatriados fazem de conta que não estão inseridos nessa cultura) e ao sair devem usar o lenço (pelo menos a burka não é obrigatória para ela).

    A questão não é ser pró ou anti islã, é conhecer de verdade sobre o que vc está falando para não negar ajuda a quem precisa nem dar as costas para quem vai te esfaquear.

    O muçulmano que foge de seu país em guerra e precisa de ajuda pode e deve ser bem recebido, mas a partir do momento em que se fecham em comunidades que não adotam a cultura de quem os recebeu e começam com uma conversa estranha de implantar sharia no país que os salvou, alarmes devem soar para todos os envolvidos.

    • André Santos

      Cheguei um pouco atrasado… Achei que fosse ver alguma resposta aos pontos levantados… Da uma moral ai pra nois puncha!

      • Paulo Pontes

        O Puncha tem histórico de bloquear quem discorda dele! Duvido que ele tenha algum argumento que justifique o que rola no mundo real!

  • Paulo Pontes

    Descartaram o meu comentário?

  • Paulo Pontes

    Que sacanagem, escrevi um texto gigante com um monte de coisas que eu e conhecidos passamos no oriente médio com links para provas de diversas mentiras descaradas do Puncha e o Discuss (ou a moderação do mitografias) sumiu com o meu comentário!!!!
    O mitografias é daqueles o de só pode postar quem concorda ou quem discorda com argumento fraco?
    😢

    • Oi Paulo! Ainda bem que tu avisou. Teu comentario sumiu! Ou talvez nem tenha vindo para cá! Eu cheguei a ve-lo apenas pela notificação por email. Tanto que ainda tenho comigo.

      Não se preocupe pois nós não apagamos comentarios desse tipo. Entao se houver algum moto de eu lhe passar o texto, você comenta novamente.

      Agora que vi que ali fica teu endereço de email, Vou mandar o comentario por la, e tu posta novamente. Blz?

      • Paulo Pontes

        Valeu mesmo!
        Vou dar uma revisada e postar de novo!!!