Papo Lendário #120 — Trindade Santa

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Papo Lendario 120

Neste episódio do Papo Lendário, Leonardo, Juliano Yamada (??) Nilda Alcarinquë e Pablo de Assis fecham a trilogia falando da Santíssima Trindade

Entenda quem são as três pessoas da Santíssima Trindade.

Saiba quais poderiam ser o quarto elemento.

Veja o que Jung pensa sobre tal conceito de Santíssima Trindade.

Musica Final: Holy Smoke — Iron Maiden

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Padrim do Mitografias

  • Weder Hovadich

    Saudações a todos do Papo Lendário!

    Pessoal parabens pelo podcast, e pela sugestiva trilogia sobre as trindades mítica, grega e santa.
    Falarmos da trindade seja por uma abordagem a partir de padrões psicológicos, seja por questões puramente históricas, é inquestionável salientar a sua importância na constituição cultural dos povos que econtramos pelo globo terrestre.
    Ao levantar o assunto da trindade, não consigo desassociá-la da numerologia pitagógica que vê nos múmeros potencialidades, inter-relacionadas à criação e à Divindade, em que os números de 1 a 9 são elementares/orgiginais e o restante dos números apenas manifestações ou desdobramentos dos números de 1 a 9.
    Na numerologia cada número geralmente é associado a uma forma geométrica, e em epecial ao número três (a Trindade) temos uma associação à figura do triângulo, que é utilizado de forma marcante nas ordens tradicionais e iniciáticas, como é o caso da Maçonaria e da Rosacruz.
    Ah! e por falar das ordens iniciáticas, vai ai uma sugestão gestão para abordar o tema da Trindade e fechar a trilogia, que conforme foi citado no podcast só se completa com o surgimento do quatro, que na numerologia está associado ao quadrado que representa o equilíbrio, e para Pitágoras também tinha muita importância (chamado de santa Tetractys), pois, era um caminho para retornar a unidade Divina, uma vez que se somássemos os números 1+2+3+4=10 e 1+0=1.

    Desculpe pela delonga no texto.

    Abraços a todos,

    Weder Hovadich .´.

  • Herege

    Ouvi falar que a invenção do “Espírito Santo” veio muito depois pela Igreja Católica. Bem depois do Concílio de Niceia. Alguém confirma isso?

    • Se isso for assim, o livro do Ato dos Apóstolos – que descreve o Pentecostes como a vinda do Espirito Santo – seria um livro que viria após o concílio de Nicéia… Além disso, foi nesse concílio que ficou decidido o texto do Credo dos Apóstolos que fala textualmente “Creio no Espírito Santo”… Então, com toda certeza, a ideia do Espirito Santo é anterior ao Concílio de Nicéia!

    • Nilda Alcarinquë

      Olá!

      O Espírito Santo é um conceito cristão e não apenas católico, sendo aceito por todas as denominações cristãs.
      No primeiro Concílio de Constantinopla (381 d.c) é que foi definido como tendo o mesmo status que Pai e Filho.
      Os primeiros dois concílios após a conversão do imperador Constantino lidaram com a questão da Trindade e suas decisões são aceitas pela maioria das denominações cristãs existentes até hoje.

      O que acontece é que muita gente não entende o fato de se discutir os conceitos e definir exatamente no que se acredita nesta ou aquela religião e acabam descrevendo estas decisões como sendo feitas de forma misteriosa e com objetivos escusos.
      Houve, em mais de 2000 anos de história, muitos episódios obscuros no cristianismo, mas os primeiros concílios realmente foram discussões para definir conceitos básicos do cristianismo e foram tão transparentes e divulgados quanto era possível ser na época.

      Independente de qualquer fato, acreditar que o Espírito Santo se manifestou para os apóstolos no Pentecostes é uma das bases do cristianismo de qualquer denominação.

  • Augusto Tenório

    PL, como sempre, jogando a ignorância pra longe de nós.

    Quando comecei a questionar os dogmas católicos (pós 1ª eucaristia, a partir dos 10 anos), refleti muito sobre a santíssima trindade, e, por muito tempo, aceitei essa ideia de Yaweh no centro do triângulo e os três elementos nos vértices.

  • Augusto

    Ótimo episódio! Gostaria de saber se vocês já pensaram em fazer um Patreon?

    • Olá Augusto.

      Patreon talvez possa ser uma boa ideia, depende dos ouvintes. Se tivessemos, você contribuiria?

      • Augusto

        Dificilmente. Perguntei só porque notei que muitos podcasts estão começando a fazer isso.

        • Gabriele Tschá

          Eu contribuiria, com uma doação mensal pequena, tipo Spotify ou Netflix. E nem precisaria ganhar conteúdo extra pra isso. Eu já acho o conteúdo de vocês ótimo e acho uma pena que ainda não estejam ganhando dinheiro com isso. Se vocês fizessem disso sua profissão, poderiam produzir ainda mais conteúdo e seu público ficaria mais feliz. 🙂

  • Thiago Francisco De Carvalho Oliveira

    Poucos sabem, mas Newton era extremamente religioso e um avido estudante da bíblia, dividia quase que seu tempo total entre o estudo das ciências, da alquimia e a bíblia. Ele leu varias vezes a mesma em sua linguá original, buscando respostas e uma lógica, talvez, cientifica em suas linhas.
    Newton é quase como o pai dos números modernos, graças a ele e seu Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica a ciência deixou de ser algo qualitativo, reinado pela filosofia e sem a necessidade de comprovação, para a ciência moderna onde o qualitativo deu lugar ao quantitativo, as teorias de Newton, podiam ser comprovadas por números e assim toda ciência posterior deveria ser. Lógico que esta ideia vem de uma evolução natural do conhecimento, Descartes, Galileu entre tantos outros fermentavam esta proto-ciência-moderna, porem é fato que em Newton toda essa ideologia cominuo no nascimento desta ciência.
    Então, com todo este background numérico, como poderia ele crer na Trindade cristã? Fácil, ele não acreditava nisso, para ele Jesus nunca chegou nem perto de ser Deus, segundo seus estudos esta ideia foi introduzida na fé cristã por “”pessoas interessadas que esta mentira fosse para frente””, sua historia fica meio obscura com o que ele quis dizer com isso. Mas, este pensamento chegou a virar um artigo cientifico escrito por Newton, e que por muito pouco não foi publicado na holanda sobe um pseudônimo, porem no ultimo minuto Newton zelou pelo nome de sua universidade que estava passando por um forte crivo católico na época. Este artigo nunca foi publicado e acabou se perdendo junto de varias outras ideias que ele teve e que acabou sendo incineradas, em um incêndio no seu apartamento em londrês.
    Apesar de um forte católico, ao ponto de ter seu caderno de pecados pessoal, Newton sempre fez questão de deixa claro a todos que só existia um Deus e que suas preces deveriam ser direcionadas a este Deus e somente a ele. Se foi apenas sua logica numérica que negava a ideia de 1 que é 3, ou se ele de fato descobriu a verdadeira intenção do porque este dogma foi introduzido na fé católica, ninguém saberá, mas é legal conhecer um lado diferente da historia.

  • Gabriele Tschá

    Amei o episódio. Quando eu era criança e ia pra catequese, sempre ficava tentando entender essa história de trindade cristã. Passava muito tempo pensando nisso, até que um dia “descobri”. Resumindo, o que eu concluí na época é o seguinte: Deus Pai é a cabeça, o cérebro, a razão, é quem guia nossos pensamentos lógicos e decisões racionais. Deus Filho é o coração, as emoções, é quem guia nossos sentimentos, nos faz amar o próximo e fazer coisas boas. O Espírito Santo é nossa alma, é quem guia nossa intuição, aquelas coisas que sabemos mas não conseguimos explicar, nossa ponte para o mundo sobrenatural. O Diabo então seria o corpo, responsável pelos prazeres materiais (e já na época eu me perguntava qual era o mal disso, afinal é preciso do corpo para que o resto todo tenha como agir). Eu me achei muito especial na época por ter chegado a esta conclusão sozinha, mas nunca tinha contado para ninguém. Acontece que eu escutava na missa que a Trintade é um mistério e a gente não deve entender. Então eu ficava com medo de ser considerada herege e mantive estes pensamentos este tempo todo para mim. Que bom que aqui no Papo Lendário encontrei um espaço para discutir estas ideais com pessoas de mente mais aberta. Beijo pra vocês! :*

    • E se depender de nós, vamos discutir esta e outras ideias que vierem!
      ^.^

  • Antes de mais nada, este episódio foi supimpa! Minha lógica na Santíssima Trindade, é que Deus, criou todas as coisas. Jesus, que é o próprio Deus, veio ao nosso convívio. Mesmo nascendo como um de nós, pelo ventre (sem o pecado carnal), nunca foi como uma criatura. Muito se questiona sobre Sua humanidade, se namorou, casou ou coisa do gênero. Eu imagino que Ele era virgem. A ideia de Deus o distância da carne, ou seja, Ele não possuía desejo, simples assim. Lembrem-se que aos 12 anos, o pequeno Jesus já estava trantando dos assuntos do Pai. Ele não era como um de nós. Sua mãe, Maria (ou Mirian) sabia disso. Deus e Jesus são um só. O sacrifício de Jesus (Cordeiro) foi para reaproximar a criação do Criador, para dar ao homem a esperança de salvação quebrada, quando o homem caiu no princípio. Mesmo pecadores, cremos na remissão de nossos pecados e na ressurreição de nossa carne. Esse foi o propósito do sacrifício na cruz. Libertar o homem e reestabelecer uma nova aliança. Não apenas com o povo judeu, mas com toda a humanidade. Ufa… =)
    O Espírio Santo é a sua presença imaterial. Um dia Jesus retornará (Ele de fato morreu, mas venceu a morte e está vivo), mas antes que isso aconteça, Ele deixou o Consolador, que é o Seu espírito, que nada mais é do que sua presença invisível.
    Crer em Deus é saber que existe o sobrenatural. Vejo muita gente tirar isso de Jesus. Ele mesmo disse, “O meu reino não é deste mundo”. Poderia escrever até amanhã, por que este assunto é fascinante! Parabéns pelo site e pela dedicação de nos apresentar tamanho conhecimento!

    Abs,

    Fernando Raposo