Édipo: o Anti-Herói

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[b]Capítulo I: A Maldição é Lançada[/b]

Havia outrora no reino de Tebas um rei cujo nome era Lábdaco. Lábdaco tinha um filho. Laio era seu nome e seria o herdeiro da coroa de Tebas.

Quando Lábdaco morreu, Laio era muito jovem. Então um homem de confiança do falecido rei assumiu a regência. Lico era seu nome. Mas Anfião e Zeto, dois respeitados homens de Tebas, arrancaram a coroa das mãos do indefeso regente.

Então Laio fugiu para Élida, onde foi acolhido pelo rei Pélope. Em Élida, Laio conhece Crisipo, filho de Pélope e estranhamente os dois se apaixonam. Viveram um amor secreto, que pouco durou, pois foram descobertos. Crisipo então se matou e Laio fugiu, sendo caçado por Pélope, mas este não obteve sucesso e lançou uma maldição:
– Que a maldição caia sobre todas as gerações de Lábdaco! Presentes, passadas e futuras!

oraculo

[b]Capítulo II: A Previsão do Oráculo de Delfos[/b]

Laio volta a Tebas e recupera a coroa. Após algum tempo a lembrança de Crisipo vai deixando-o e ele desposa Jocasta, uma bela jovem.

Um dia veio a notícia: Jocasta está grávida. Laio explode de felicidade. Mas quanto mais perto chega o nascimento da criança, mais o coração de Laio se aperta. Então ele vai ao Oráculo de Delfos e este lhe revela:
-Teu filho há de matar o pai e desposar a mãe!

Laio volta apavorado para casa e conta tudo a Jocasta. Eles pretendem se livrar da criança tão logo ela nasça.

Laio e Edipo bebe

[b]Capítulo III: Nasce Édipo, o Maldito[/b]

Nasce Édipo, filho de Laio e Jocasta. Laio entrega-o a um servo e manda que este leve o menino para bem longe e o abandone à morte. O servo assim o faz, mas quando se aproxima de Corinto, compadece-se do menino e o entrega a um grupo de pastores, que entregam-no ao rei de Corinto, Pólibo.

Pólibo cria-o como a um filho. Édipo cresce belo, forte e inteligente.

Mais tarde, Édipo ouve um bêbado dizer que ele não era filho de Pólibo e vai ter com o pai. Pólibo jura tê-lo gerado, mas Édipo confuso procura o Oráculo de Delfos que lhe diz o seguinte:
– Hás de matar teu pai e desposar tua própria mãe.

Então Édipo, convencido de que era filho de Pólibo, foge para bem longe de Corinto para proteger o “pai”.

[img]https://www.mitografias.com.br/wp-content/uploads/2015/04/edipo.jpg[/img]

[b]Capítulo IV: A Maldição se Concretiza[/b]

Édipo senta-se numa encruzilhada para pôr as idéias em ordem. De repente um homem o empurra agressivamente, ordenando-lhe que saísse do caminho de Laio, seu amo. Édipo, irritado, ataca o arauto e Laio intervém para proteger o criado. Édipo mata Laio e seus arautos, dos quais apenas um conseguiu escapar.

Édipo ruma para Tebas. Ao chegar lá, encontra uma cidade apavorada por um monstro chamado Esfinge, que devora quem não acertar suas charadas. Édipo desafia-a e acerta as duas charadas propostas pelo monstro, que, envergonhado, se mata.

O povo agradecido proclama Édipo rei de Tebas e Édipo desposa Jocasta (que já sabia que Laio estava morto, mas não sabia quem o havia matado). Cumpre-se assim a previsão do oráculo.

Edipo e Jocasta

[b]Capítulo V: Édipo Exila-se de Tebas[/b]

O reinado de Édipo prospera. Jocasta dá-lhe quatro filhos: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismena. Mas a tranqüilidade está ameaçada. Os deuses lançam uma peste contra a cidade como castigo a Édipo pelo parricídio.

Édipo manda Creonte, irmão de Jocasta, ao Oráculo procurar uma solução e ele volta com a resposta:
– Encontrem e punam o assassino de Laio.

Édipo começa a procura do assassino e acaba por descobrir que ele próprio matou Laio e que este, era seu pai. Jocasta se enforca ao saber disso. Édipo, desgostoso da vida, arranca os próprios olhos e parte de Tebas, guiado por Antígona, a única filha que ficou a seu lado.

Depois de muito vagarem, chegam a Colona, reino de Teseu. E lá, no templo das Eumênides encontrou algum descanso. Conta-se que apenas Teseu viu a partida de Édipo, e seu túmulo é somente do conhecimento dele. Teseu não contou a ninguém e o segredo do túmulo de Édipo, morreu com ele.

Edipo e Antigona