Papo Lendário #180 – Introdução ao Candomblé

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Papo Lendário 180 - Introdução ao Candomblé

Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo, Nilda Alcarinquë conversam com o convidado Lucas Ed, o Poderoso Porco, sobre o Candomblé.

Conheça o Candomblé Ketu

Veja as diferenças entre Candomblé e Umbanda

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Diferença entre Umbanda e Candomble (vídeo 1, vídeo 2)

Sobre o Candomblé Ketu

Os Candomblés de São Paulo – Reginaldo Prandi

Papo Lendário sobre Umbanda

Papo Lendário sobre Vodou Haitiano

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Padrim do Mitografias

  • Danilo Negrão

    Olá gente, eu adorei o programa. Eu sou praticante do candomblé há mais ou menos 25 anos, sim, cresci na religião. Gostei que vocês não inventaram moda rs.
    Falaram bem e não houve nenhuma inventividade. Sugiro uma leitura, pensamento nagô do Muniz Sodré.

  • Keera Moon

    Achei muito séria e importante essa introdução e que os próximos programas tragam mais informações sobre as religiões brasileiras.

  • Alexandre Rodrigued Assumcao

    O preconceito é o ponto forte em qualquer discussão em que se queira analisar costumes e pensamentos diferentes de uma forma dominante de pensar. A religião ainda encontra muitos obstáculos para ser discutida de uma forma adulta e inteligente. Ninguém pode ser dono da verdade para menosprezar qualquer manifestação de religiosidade, ainda que ela não agrade aos “civilizados”, por apresentar aspectos diferentes, tidos como primitivos ou tribais. Ao criticar o Candomblé, estamos colocando em cheque o nosso próprio sistema de crenças, pois a intolerância dos judaico-cristãos, não hesita em mostrar um passado relativamente recente em que se empenharam em impor sua verdade a quem não podia reagir e teve sua cultura sacrificada e corrompida por conquistadores tementes a Deus mas não a sua arrogância e ideossincrasias, totalmente contrárias às da suposta religião que diziam crer.

  • Lucas André Machado

    Gostei da maior parte do programa, adoro o podcast, curto muito a mitologia africana e acho incríveis as visões de mundo que as religiões de matriz africana trazem, porém, na questão do sacrifício animal, discordo veementemente. Demonizações da nossa cultura eurocêntrica à religião de matriz africana à parte, tem-se que se questionar e criticar sim a existência do sacrifício animal da mesma forma que se questiona e critica práticas de outras religiões, já que isso é eticamente questionável. Gostaria de ressaltar alguns pontos:

    – Primeiro: Leonardo (ou Porco? agr não lembro e tô com preguiça de rebobinar o podcast) disse que já teve sacrifício em toda religião. A palavra tá aí: teve. A maior parte das religiões existentes hj (pelo menos entre as mais difundidas, ao menos) abandonou tais práticas. O Chester no Natal não é uma cerimônia religiosa, e sim um traço cultural da sociedade ocidental q pouco tem a ver com a religião. Da mesma forma que um velho vestido de vermelho q pilota um trenó voador tbm não faz parte das divindades cristãs. Exemplo de sacrifício ritual que se mantém em outras religiões que seria melhor comparação que a óstia é a carne kosher (no judaísmo) e halal (no islã), onde há uma oração feita antes do abate e segue-se todo um protocolo pra produzir a carne. Esse é o motivo, inclusive, que gerou a polêmica recente do Porto de Santos, que tavam transportando animais vivos pra Turquia pra serem abatidos lá de acordo com a lei islâmica.

    – Segundo: Comparar um sacrifício simbólico com um sacrifício de facto é meio pancada das ideia, né, no sacrifício simbólico ninguém está sofrendo. Depois a Nilda fala em respeito ao animal que vai te alimentar: quer respeitar o animal, deixa ele na dele, vivo. No passado talvez fosse necessário (ou ao menos justificável) comer a carne de um bicho na falta de outras opções, mas se vc tem a opção de comer qualquer outra coisa e ainda assim prefere acabar com a existência de um animal pra satisfazer um capricho seu, então vc não respeita o animal. É o mesmo que um canibal dizendo que não fere aos direitos humanos quando abate suas vítimas, pq aproveita tudo do corpo.

    – Sò pra concluir, na lógica de vcs eu posso reclamar muito pq, como vcs provavelmente já perceberam, eu sou vegano. Eu achei o lance do axé uma desculpa bem fraca, mas aí como ateu não posso falar muito que é um argumento mais espiritual.

    Não sei se alguém terá paciência de ler esse textão, mas acho que me fiz entender sem parecer um babaca (assim espero, pelo menos).

  • Thiago Guedes

    Só queria analisar a questão do revivalismo/ neo paganismo que foi citada ali pelos 50 minutos de podcast. O Candomblé se manteve fiel às suas raízes africanas porém se manteve intacto em seus fundamentos desde a sua fundação, diferente do Isese Lagbá (Culto tradicional Iorubá) que teve na sua evolução histórica diferenças litúrgicas que diferem muito do Candomblé. Por ser uma religião iniciática que segue extremamente a tradição oral, mesmo que hajam divergências entre nações, casas matrizes e peculiaridades de seus sacerdotes, o candomblé possui o mesmo fundamento, a mesma essência. É uma questão complexa porém curiosa porque existem histórias de negros vindo de África para resgatar culto a orixás quase extintos no continente deles, assim como existem orixás que não eram/ são iniciados na cabeça de ninguém no Brasil por falta de conhecimento que não chegou no país, porque a tribo que cultuava a divindade específica não foi escravizada e trazida ao Brasil. Existem conhecimentos que se perderam em África e resistiram no Brasil e existem fundamentos que nem chegaram ao Brasil mas sempre existiram em África, como o culto a Ifá, por exemplo.

    A questão de se voltar à África para um resgate de origens é bonita, é representativa, mas quando se trata de religiosidade o Candomblé é muito diferente de qualquer culto a Orixás, Inquices e Voduns. É como acontece no cristianismo, a divindade é uma em essência mas existem inúmeras religiões que diferem totalmente em suas formas de adoração, interpretação e culto.

    O Candomblé é o fruto da diáspora, a evolução de tribos rivais em prol do sagrado, é a resistência negra em uma terra católica e branca. Tentar resgatar fundamentos e segredos de qualquer lugar que não seja o Brasil seria uma contradição histórica de tudo isso.

    Mas adorei o podcast, parabéns pela forma que trataram o tema!