Sobre o Céu — Constelações: Plêiades

Sleipnir
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Faetonte
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– Plêiades –

— O Mito —

As plêiades eram sete irmãs filhas do gigante Atlas e Pleione, filha de Oceano e Tetis. Para fugir dos desejos apaixonados de Órion que a perseguiu por anos, Pleione se transformou em estátua. Mas Órion também desejava as suas sete filhas que fugiam desesperadamente do deus. Seus nomes eram: Astérope, Alcione, Maia, Celainó, Mérope, Taigete e Electra.

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Outra lenda se refere às Plêiades como sendo filhas de uma poderosa rainha das lendárias guerreiras amazonas. Nesta versão, eram conhecidas por: Glaucia, Maia, Lampadó, Partênia, Cocimo, Estoníquia e Prótis, e seriam as criadoras das danças alegres e festas noturnas. Por vezes Dione e Calipso também são mencionadas como integrantes das Plêiades. Com exceção de Mérope que acabou se casando com Sísifo, o mortal que, por provocar os a ira de Hades e Zeus, recebeu como castigo eterno empurrar uma enorme pedra até o alto de uma montanha e em seguida vê-la rolar de volta e logo ter de repetir indefinidamente o exaustivo trabalho. Por esse motivo, o de Sísifo ser um mortal, Mérope é a menos brilhante da constelação, e ao contrário da irmã, todas as outras uniram-se a deuses. De Alcione, por exemplo, nasceram Hiperes e Antas, filhos do deus Poseidon.

Certa vez, tiveram que fugir durante muitos anos do incansável Órion, mas Zeus tocado pela aflição das irmãs transformou-as em pombas que voaram em fuga pelo céu. Por fim, o grande Zeus fez delas estrelas azuladas, nascendo, assim, uma das mais belas e brilhantes formações do firmamento.

Existe outra lenda que explica a transformação das irmãs em constelação, que foi da tristeza de ver o pai Atlas condenado a sustentar o céu nos próprios ombros por toda a eternidade.

Conta outra lenda que Electra, uma das irmãs, tomada pela tristeza em ver seus compatriotas troianos serem derrotados na famosa Guerra de Tróia cantada em versos por Homero, distanciou-se das irmãs, metamorfoseando-se em cometa a vagar sozinha pelo espaço.

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— A Ciência —

As Plêiades embora não seja uma constelação propriamente dita, pois se localiza na constelação do Touro, e também sendo conhecida como Messier 45, é um impressionante aglomerado aberto, com quase quinhentas estrelas, observado desde a antiguidade por diversos povos dos dois hemisférios. Os astrofísicos estimam que as Plêiades tenham cerca de cem milhões de anos, o que pode ser considerado um aglomerado celeste jovem se comparado ao nosso sistema solar que tem mais de quatro bilhões de anos, estando distante de nós aproximadamente quatrocentos e quarenta anos-luz. As nove principais estrelas, de espectro predominantemente azul, receberam o nome das sete irmãs e mais o nome do pai, Atlas, e da mãe, Pleione. Calcula-se que o aglomerado permanecerá com este formato por mais duzentos e cinqüenta milhões de anos e depois irá se dispersar por causa de interações gravitacionais com parte da galáxia. Até o momento já foram registrados mais de mil componentes deste aglomerado. Também foram detectadas anãs-marrons com cerca de oito por cento da massa do Sol, insuficientes para iniciar fusão nuclear e tornarem-se estrelas, justificando que a sua identificação seja bem mais difícil por emitirem pouca radiação.

Porém, a inclusão da Plêiades como objeto a ser mencionado se deve à sua importância histórica, científica e mitológica, fazendo parte de diversas culturas que a idolatram desde tempos muito remotos.

No planeta Terra as irmãs foram perseguidas, choraram pelo sofrimento do pai e tiveram vidas conturbadas. Mas no céu são admiradas e reinam orgulhosas e resplandecentes, lembradas por muitos povos, ontem, hoje e por toda a eternidade.

AUTOR: Ricardo Costac