O Ciclo Osiriano

Apolo e Dafne
29/02/2016
Eco e Narciso
07/03/2016
Adaptado por Daniel Silva

O mito de Osíris é talvez o maior ciclo de mitos interligados da história do Egito, e consiste o cerne do rito de criação Heliopolitano, onde temos uma dinastia de reis iniciada com Rá, e como sucessores Osíris, Seth e Hórus. É composto por vários mitos menores, já que aqui expomos apenas os mais importantes. Alem disso, é ligado ao mito solar da criação, apesar de não existir necessidade de se conhecer tal mito para compreender o ciclo de Osíris.

Nut_e_Geb

[b]Capítulo 1: Um Jogo de Senet[/b]

Estremece o cosmos diante da Cólera de Rá. O velho deus enfurece-se diante da recém chegada noticia: sua neta, a deusa da abobada celeste, Nut, ousara desposar seu irmão, Geb, apesar da proibição de Rá e de Chu, deus do ar, a separá-los. Tal é a raiva do pai de todas as divindades que ele lança, sem hesitar, uma maldição sobre o casal:

– Nenhum dia, de nenhum ano, de nenhum século, até o fim do mundo será o dia do nascimento dos filhos de Geb e Nut! É o sol quem fala! E é o tempo que obedece! – e o par divino tornou-se para sempre estéril. Nut sentia-se totalmente arrasada, pois grande é sua vontade de ter filhos. Dirigi-se pois a Thot, Deus das invenções e da sabedoria, aquele que media o tempo para o deus Rá.

Ao chegar à morada de Rá, lança-se aos pés desse Deus, implorando pela graça de ter filhos, com os quais pudesse brincar. Tal é sua suplica que o deus da sabedoria decidiu-se por ajudá-la. Fala, então, Thot:

– Nut, senhora dos Céus, grande é o amor que tenho por ti, ainda que ames a outro. Tua infelicidade corroeu meu coração, e por isso decido que a ajudarei. Espere-me aqui. – Assim Thot passeou pelas margens do Nilo, refletindo sobre a raiz do problema. Sim, Nut podia engravidar, os filhos dela é que não podiam nascer. O Deus-escriba e mago, então, ruminando o que lhe dissera Nut. Ele a amava, e tudo faria para ajudá-la, mas como desafiar ao Demiurgo, primeiro entre os Deuses? A não ser que… Thot parou, silencioso, olhou para o céu e viu ali, em meio ao firmamento, o palácio de Khonsu. Para lá se dirigiu, passando pelas cortes e constelações de estrelas, onde a Barca prateada do deus Lunar se encontrava, plácida, remada pelos seus criados. Bem ao centro, num largo pavilhão, com toda a sorte de flores e frutos luxuriantes, e com mais luxo que a mais luxuosa morada eterna, estava sentado, com um tabuleiro de Senet trabalhado em prata e marfim, o Deus Khonsu, com o diadema da lua cheia em sua fronte, jogando com um servo. Milhares de vezes ele o fazia, pois já não havia entre os deuses e mortais quem com ele se batesse nos tabuleiros. E assim ele ganhou o orgulho de ser o mais habilidoso dos Deuses no Senet. Disso se aproveitou Thot, quando, ao chegar lá o desafiou para uma partida:

– Salve Khonsu, senhor do consolo da luz noturna nas terras de Kemet! Venho eu, Thot, o mais sábio, mago, para propor-lhe um desafio. Se me venceres numa partida de Senet, dar-lhe-ei o que me é dado conhecer no domínio dos Sortilégios. Aceitas?
– Propõe algo que desejo, ó Thot, mestre dos hieróglifos, senhor de Hermopolis. Aceito teu desafio.
– Mas se eu vencer, ó percorredor do universo – disse Thot – Dar-me-á parte de tua luz.
– Assim seja!

Logo ambos sentaram-se, e a partida iniciou-se. De nada serviu a Khonsu sua habilidade, pois era como se as peças de Thot chegassem antes que ele fizesse qualquer movimento com as suas. E assim o disco da lua perdia seu fulgor claro, enquanto Thot mantinha a luz contida em seu cajado. Por quase toda à noite enfrentaram-se, até que a lua minguou o suficiente para que thot pudesse criar os cinco dias necessários para que Nut tivesse seus filhos. Enquanto Thot partia Khonsu ruminava sua derrota, resmungando:
– Em uma partida eu o derrotaria!

Thot voltou ao seu lar, em Jemenu, donde operou seu maior encantamento, que só poderia ser feito uma vez. Criou ele, com a luz e o poder divino de Khonshu cinco dias a mais no ano, totalmente fora do calendário de trezentos e sessenta dias anuais. Ali, sem a supervisão de Rá, poderiam os filhos de Nut nascer.

Osiris

[b]Capítulo 2: Nasce um Rei[/b]
Meses depois, em Tebas, um homem bom de nome Pamiles entrou em um templo, a procura de água. Lá, para sua surpresa, descobriu-se sozinho, apesar do imenso edifício fervilhar de sacerdotes e pessoas orando e fazendo oferendas. Enquanto caminhava pela sala hiposlita (salão monumental de colunas), ele ouve, surpreso e amedrontado, uma voz poderosa, que clama o nascimento de Osíris, o maior dentre todos os Reis, que traria incontáveis benefícios ao Egito, e a toda a terra. De fato, ao crepúsculo do primeiro dos cinco dias criados por Thot, nasceu Osíris, com sua pele escura e elevada estatura, de dois côvados. No dia seguinte, de modo doloroso, nasce Seth, o deus dede cabelos vermelhos. E depois disso surgem Isis, com seu olhar astuto, e Néftis, com suas grandes asas. O último dos dias é gasto por Nut para recuperar-se do parto.

No dia seguinte aos nascimentos, Rá descobre o que ocorreu, e novamente o universo treme com sua fúria. Mas o velho Deus está cansado, e decide por abandonar a terra, montado em uma vaca, que o guiará ao Amanti. O trono do Egito é entregue a Osíris, representado pelas cores negra, que era a lama do Nilo, e a potência fecundante e verde, cor da vegetação nascente.

Já Seth recebe também o seu quinhão, as terras que cercam o Egito, o deserto com seu chamado misterioso e os Oásis que o pontilham. Vermelho é a cor de Seth, vermelho das terras do deserto ao sol, o vermelho que ilumina seus olhos ao combater Apofis, o vermelho de seus cabelos, cor da violência, tempestade, das desordens Cósmicas e da guerra.

Toma Osíris como esposa Isis, e Seth casa-se com Néftis. Apesar de irmão, Osíris e Seth se opõe.

Osiris2

[b]Capítulo 3: Os Dons de Osíris[/b]
Subindo ao trono do Egito, Osíris inicia um longo, pacifico e próspero reinado, transformando os miseráveis egípcios em um povo ciente das artes da civilização. Com as próprias mãos, o bom deus cria a primeira enxada, e prende ao boi o primeiro arado. Como Deus do mundo vegetal, Osíris presenteia os homens com o trigo, a cevada, as uvas e as tâmaras. Isis, junto com Néftis, lhes passa o conhecimento de como fazer o pão, de como tecer, de como criar remédios e poções. O par divino também orienta aos homens sobre a família, as regras de conduta, ensinando como viver em harmonia. Também entrega Osíris aos homens o conhecimento dos metais. O bom deus chega até a dialogar com o deus do Nilo, Hapi, para que as cheias ocorram em épocas propicias, e ensina aos egípcios a construir canais e barragens, para irrigar os campos alem do alcance da cheia. Tal é sua dedicação ao bem estar dos egípcios que estes passam a chama-lo de Unenefer, a boa entidade.

Anos depois desses acontecimentos, com o Egito grande e feliz, Osíris parte, em companhia de Anúbis e de Thot para uma pacifica e proveitosa viagem, pelo mundo.

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[b]Capítulo 4: O Banquete dos Conspiradores[/b]
Numa casa pequena num bairro pobre da capital Mênfis, a portas fechadas, estavam reunidos os conspiradores. Aliados de Seth, aqueles homens cruéis não suportavam assistir a glória de Osíris, a quem Seth devotava o mais profundo ódio, nascido do ciúme. Pois fora Osíris quem recebera de Rá, bisavô de ambos, a parte mais polpuda da herança: o fértil Egito banhado pelo Nilo. Enquanto isso, Seth devia se contentar com o Deserto e os Oásis, nem de longe tão maravilhosos quanto o belo Egito.

Por isso Seth planeja cometer seus crimes atrozes. Combina com seus asseclas a morte de Osíris, e a subida de Seth ao trono.

Na manhã seguinte, depois de longos anos de viagens, Osíris retorna a sua capital, em Mennofer. Ali é recebido por Seth, que com palavras corteses e respeitosas, cheias de afeto conversa com seu irmão, terminado por convidá-lo para um banquete a se realizar na noite seguinte.

No dia seguinte, sem desconfiar de nada, o bom Osíris dirigiu-se para a casa onde se realizaria o banquete. Ali estavam os 72 conspiradores, junto a Seth, que saudaram de forma entusiástica o Deus. Foram postas na mesa as mais deliciosas iguarias, e em jarros grandes, de barro vitrificado estavam os mais finos vinhos. Seth e os conspiradores revezavam-se em conversar e distrair o Deus, enquanto em segredo tomavam as medidas exatas do seu corpo, para fazer uma grande e luxuosa caixa de madeira. Assim, no auge da festa, o fantástico cofre entrou na sala, sob aplausos e a promessa de Seth que a caixa seria dada ao que nela coubesse, sem nenhuma falha. Todos os conspiradores participaram da brincadeira, mas sempre eram muito baixos para ganharem a “brincadeira”. Por fim Osíris foi persuadido a deitar-se, e, no momento em que o fez, gritos bestiais emergiram das gargantas dos traidores. O cofre foi fechado, e selado com toda a sorte de resinas e cera, para impedir que o prisioneiro se libertasse,e naquela mesma noite lançado ao Nilo.

Isis

[b]Capítulo 5: A Fuga de Ísis[/b]
Ao amanhecer, passando por cima dos pedidos de sua esposa, e do direito de Isis, Seth proclamou-se rei legitimo de todo o Egito. Logo após fazê-lo, lançou-se numa perseguição louca contra os partidários de seu irmão, aprisionando-os nos mais variados locais. Alguns conseguiram escapar, como Anúbis e Thot, fugindo sobre a forma animal. E Isis, grávida do filho de Osíris fugiu para a região do delta Nilo, colocando-se sob a proteção da deusa serpente Uadjit, que reinava sobre a região. Caminha sob a guarda de sete escorpiões, sofrendo muito pelo caminho, até chegar á cidade de Buto, onde da a luz a seu filho, Hórus, legitimo herdeiro de Osíris. De onde estav,a Isis conclama as deusas Hathor e Uadjit, implorando que alimentem e protejam o recém-nascido. Assim, Hathor o alimenta com seu leite, e a Deusa Cobra Uadjit o defende dos emissários de Seth, com a peçonha inchada do fogo purificador da terra.

isis2

[b]Capítulo 6: A Viagem de Ísis[/b]
O cofre é lentamente guiado pelo Nilo, até o mar, viajando ao sabor das ondas. Muito tempo dura essa viagem, até que encalha na cidade de Biblos. Ali, um prodígio se opera, quando da madeira do caixão vai surgindo uma belíssima e frondosa acácia, de soberbas proporções e cheirosos frutos e flores. O tamanho da arvore era de tal ordem que o cofre estava escondido, no cerne da madeira. Logo o ocorrido, propaga, a ponto do rei de Biblos, Malcandre, ordenar a seus servos que a Acácia fosse cortada e trabalhada para servir de pilar decorativo em seu palácio. Tal prodígio chega a Isis, que estava viajando em busca do corpo de seu amado. Ouvindo falar do acontecimento, Isis se transforma em andorinha, para chegar mais rápido ao palácio. Ali algo estranho se nota: todos os dias, ao entardecer, uma ave de grande beleza circula o pilar, emitindo gritos lancinantes, como que sofrendo muito com o que via.

Nos dias seguintes a esse fato, surgem na cidade muitos comentários a respeito de uma bela, elegante e misteriosa estrangeira. Essa mulher não é ninguém menos que Isis, que assumira novamente a forma humana, decidida a recuperar o corpo de seu esposo. Para isso passou a encontrar-se e a dialogar com as servas da rainha, que ficaram desde o principio encantadas com a companhia agradável da estrangeira, que passava horas ensinando-as a fazer remédios, pão, e outras coisas mais, alem de ir mostrando os segredos da elegância Egípcia. As servas por sua vez não falam em outro assunto no palácio, chegando aos ouvidos da rainha Nemanu, que, curiosa chama a estrangeira ao palácio. Ali ela se impressiona com a personalidade e os conhecimentos de Isis, tomado-a como sua aia, encarregada de cuidar dos jovens príncipes.

Numa noite a rainha ouve sons estranhos, vindo do quarto de seus filhos, e se levanta para ver o que estaria ocorrendo. Ao chegar no quarto de seus filhos, solta um berro de surpresa e terror, ao ver suas crianças ladeadas por sete grandes escorpiões, e por altas chamas. Logo depois dela entra Isis, que profere algumas palavras que rompem o encanto, fazendo sumir as chamas e os escorpiões. Isis contudo balança a cabeça, desolada:

– Não confiou em mim, ó rainha; pois eu pretendia fazer de teus filhos imortais. Não posso mais conferir tal graça a eles, pois o encanto quebrou-se. Posso contudo lhe dizer que eles serão reis importantes. – com tais palavras a rainha desata a chorar, pedindo perdão, e o rei se aproxima e oferece a Isis qualquer coisa que ela desejar. De pronto ela pede o pilar de Acácia, que é imediatamente derrubado. Ela própria corta o tronco até o seu cerne, para libertar o cofre, e parte de Biblos em seguida.

Chegando ao delta, Isis chora longamente diante do cofre pelo seu esposo, a quem ela tanto ama, para logo depois escondê-lo entre os caniços do delta. Assim ela segue viagem para Buto, para rever Hórus. Ali contudo a espera uma noticia trágica: em sua ausência um porco preto descobrira o paradeiro do cofre, e se apressara em conduzir Seth para lá. Diante do corpo de seu odiado irmão o Deus vermelho teve um acesso de loucura, dividindo o corpo em quatorze pedaços e os espalhando por todo o Egito.

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[b]Capítulo 7: O Renascimento de Osíris[/b]
Ao saber da noticia, Isis decide não se abater. Assim constrói uma barca feita de palha de caniços, e parte por meio desse frágil transporte em busca dos fragmentos do corpo de seu amado. Onde cada fragmento é encontrado Isis erige um santuário. Logo a deusa reúne treze dos quatorze pedaços, pois descobre que o décimo quarto, o sexo de Osíris fora comido por um peixe, o Oxirrinco, que por isso torna-se impuro. Ela então entalha um modelo do membro que falta em madeira de acácia, voltando a Buto. Lá ela e sua irmã, Néftis, que abandonara Seth fazem uma comovente prece a Rá. O deus sol então envia os Deuses Thot e Anúbis, com ordem de reconstituir o corpo do deus morto. Assim os deuses passam horas em volta dos despojos, banhando-o em resinas e vinhos para impedir o apodrecimento. Então, com o corpo novamente inteiro, Anúbis inicia o processo de embalsamamento, com o qual visa conservar o corpo para a eternidade. Nas faixas de linho finíssimo Isis inscreve fórmulas mágicas, e faz uso constante de amuletos mágicos. Por fim ela e Néftis dirigem outra longa prece a Rá, até que, ao agitar sua longas asas sobre o corpo, Osíris renasce para uma nova vida, passando a julgar, com sua infinita bondade e compaixão o ka dos que morriam. Jamais Osíris voltaria á vida terrestre, mas sempre seria lembrado pelo seu povo como Unenefer, o bom Deus.

Horus e Seth

[b]Capítulo 8: A Vingança de Hórus[/b]
Isis, depois dessas aventuras, passa a cuidar de Hórus. O jovem infante tem uma infância difícil, tendo de se esquivar dos partidários de Seth, e se safar dos perigos pantanosos do delta. Embora forte, o deus menino ás vezes é consumido pela febre. Em outras, seus dentes de leite doem apesar disso Hórus cresce um menino forte e corajoso, com a intenção de vingar seu pai. Assim, quando seu corpo se torna cada vez mais robusto, e seu poder mais forte, o deus com cabeça de falcão recebe a visita de seu pai, até então no outro mundo, aguardando a hora certa para falar com o filho. Então Osíris lhe entrega armas, ensina a manejá-las, e explica ao filho o motivo do ódio de Seth, alem de instruí-lo em que pessoas e Deuses confiar. Logo Hórus se torna hábil com o machado, a espada, o arco e em lutar com o carro de guerra. Assim ele reúne em torno de si todos os mais bravos partidários de seu pai, e, com um poderoso exército parte para confrontar o tio. As batalhas são longas, e a mais sangrenta delas ocorre em Edfu. Ali Seth e Hórus haviam decidido a por termo na guerra, reunindo todos os seus partidários, e iniciando a última luta. O Deus vermelho lutava então sob o disfarce de um hipopótamo, matando os aliados do deus falcão. Esse entretanto estava alto nos céus, garras em riste, olhando com atenção a batalha para achar seu tio. Assim que o fez Hórus feriu Seth com suas garras de aço, e o deus vermelho escapou na forma de um orix, o qual o deus falcão perseguiu, iniciando um duelo feroz. Seth, gravemente ferido, arranca o olho esquerdo de Hórus, e ambos passam a se golpear na forma de humanos e animais, até que Isis se interpõe entre eles. A rainha, de uma dignidade impressionante se mostra infeliz com a guerra e implora para que o filho e o irmão parem de lutar. Hórus, contudo, na fúria que se apossou de seu ser brande contra sua mãe sua espada, quase matando-a.

Nesse instante uma grande voz ordena que cessem os combates. Era a voz do Deus Sol,a voz de Rá, que exigia que os combatentes parassem e fossem julgados pelo tribunal divino.

Coroa de horus

[b]Capítulo 9: O Tribunal Divino[/b]
Quando o combate cessou Rá ordenou a Thot que fosse e curasse os combatentes, trazendo-os, logo depois para sua morada. Ali estavam reunidos todos os deuses, até mesmo o Num, o oceano primordial. Por várias horas os Deuses discutiram, depois de ouvir os argumentos de Seth, de Osíris e de Hórus. E de forma surpreendente estavam num impasse, com dois grupos, um defendendo a direito de Hórus e outro o de Seth. Nesse momento o deus Geb, pai de Seth e avô de Hórus propõe uma solução:

– Que o Egito seja dividido. A coroa vermelha reinara para sempre no sul, e a branca para sempre no norte. Elas serão, pois, unidas sob um rei, e ele será o Faraó, aquele que tem Hórus e Seth no mesmo ser. Aos homens entregaremos esse poder, e dentre eles escolheremos os de linhagem divina para ocupar o trono.

Hórus aceita com calma a decisão, e Seth resmunga com o acordo. Mas daí em diante ambos passaram a governar o Egito.

[b]Bibliografia:[/b]
O Egito: Mitos e Lendas (de A. Quesnel, J-M Ruffeux e Y Chagnaud, traduzido por Ana Maria Machado)
A Magia do Egito (Cristian Jacq)
Revista Egitomania
Livro Ilustrado das Religiões
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