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Pintura de Eros e Psique
Por Rafael Brito

[b]A Terra de Argo[/b]

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Esta obra de Parentino retrata a partida do navio Argo (que recebera este nome em homenagem a seu construtor), com seus cinqüenta tripulantes, dando início à busca pelo velocino de ouro. Liderados por Jasão, os bravos que embarcaram no Argo foram chamados de argonautas.

[b]Belerofonte no Pégaso[/b]

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Esta pintura de Walter Crane mostra o bravo herói Belerofonte montado em seu corcel alado, o Pégaso, presente que recebera de Atena para poder vencer a Quimera, monstro com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente. O momento retratado é, provavelmente, a cena em que, ao Perseu tentar alcançar o Olimpo com sua montaria alada, Zeus, enfurecido, faz com que o animal fosse atormentado. Este, então, atira ao solo seu presunçoso cavaleiro (que ficou manco e cego pela queda).

[b]Cupido e Psique[/b]

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Esta imagem mostra o deus do amor, Cupido, em seu palácio celestial, acompanhado de sua esposa Psique. Nota-se que o deus se esconde das vistas da mulher – segundo a lenda, ela deveria confiar no amor de seu marido sem a necessidade de conhecê-lo fisicamente.

[b]Estátua de Zeus[/b]

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Esta cena tem, ao fundo, a estátua de Zeus, esculpida pelo célebre Fídias em torno de 435 AC. Uma das mais famosas esculturas conhecidas da arte grega, a estátua do “pai dos deuses” ficava em Olympia.

[b]Pigmalião e Galatéia[/b]

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Esta bela imagem de François Lagrenée retrata o momento em que o escultor Pigmalião beija sua amada obra-prima, Galatéia, a única mulher perfeita a seus olhos. Galatéia ganhou vida graças à deusa do amor, Vênus (a Afrodite grega), que atendeu às preces do apaixonado escultor. Vemos, ao fundo, o infante Cupido disparando sua seta, como símbolo do amor que acabara de ganhar vida.

[b]Hércules pequeno[/b]

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Nesta obra, vemos (à frente e ao centro) o pequeno Hércules (filho de Júpiter com a mortal Alcmena) a estrangular duas serpentes, enviadas por Juno, a ciumenta esposa de Júpiter, que o queria morto. À esquerda do jovem herói, encontra-se o prórpio Júpiter a observar seu feito.

[b]O julgamento de Páris[/b]

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Nesta tela do artista flamengo Peter Paul Rubens, é retratado o momento que o pastor Paris é questionado por três deusas (Juno, Vênus e Minerva) sobre qual delas seria a mais bela. Essa disputa fora incitada por Discórdia, que lançara entre as três, em certa ocasião, um pomo de ouro (também visto na cena), no qual se lia “à mais bela”. Segundo a lenda, cada uma das deusas ofereceu algo em troca da preferência do pastor; Páris, então, atendeu à oferta de Vênus, a deusa do amor, que lhe prometera a mais bela das mortais, que era Helena. Daí, desenrolou-se a famosa Guerra de Tróia.

[b]O estupro de Europa[/b]

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Esta obra do artista italiano Paolo Veronese (que viveu no século XVI) retrata a jovem Europa, filha de Agenor (rei da Fenícia), após ter sido sequestrada por Zeus. Este, sob a forma de um touro (como aparece na própria imagem), se aproximara da jovem e, esta, encorajada pela mansidão do animal, montou nele. Zeus, então, atravessou o mar, rumo a Creta (com Europa ainda em suas costas). Lá, tiveram três filhos, Minos, Sarpédon e Radamanto (que se tornaram os três juízes do submundo).

[b]Píramo e Tisbe[/b]

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Nesta cena, a desesperada Tisbe apunhala-se, ao ver seu amado Piramo jazendo sem vida sob uma amoreira branca, o local onde se encontrariam.

Píramo e Tisbe eram os mais belos jovens de toda a Babilônia. Moravam em casas vizinhas e vivam a trocar ternas mensagens de amor através de uma fenda na parede que separava suas casas. Apesar do Grande amor, seus pais proibiam o casamento. Sendo assim, marcaram um encontro às escondidas, que seria sob uma amoreira branca próxima a uma fonte. Chegando no local, Tisbe sentou-se sob a árvore, mas, enquanto esperava, avistou uma leoa com a boca manchada pelo sangue de uma presa recente, que se dirigia à fonte, a fim de beber água. Com medo, Tisbe se abrigou numa gruta próxima, deixando cair seu véu enquanto fugia. A leoa, já saciada, voltou-se para o bosque, mas, ao ver o véu no chão, avançou sobre ele, rasgando-o com seus dentes.

Píramo, atrasado, chegou ao local a ponto de ver o tecido dilacerado e ensanguentado no chão. Desesperou-se. Imaginando que sua amada fora cruelmente morta, culpava-se por tê-la chamado a tão perigoso local. Diante de tamanho sofrimento, puxou a própria espada e se matou.

Enquanto isso, Tisbe se recuperava do susto e, sem saber do acontecido, voltou ao local de encontro. Lá, viu seu querido Píramo, morto sob a amoreira. Avistou o véu em sua mão, e a bainha vazia da espada, e entendeu o que se passara. Não pôde suportar a dor, e, pegando a mesma espada, se matou. E desde então, a amoreira, manchada pelo sangue dos amantes, conserva a marca de tal tragédia na cor de seus frutos.

[b]Psique observa Cupido dormindo[/b]

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Nesta obra de François Lagrenée, é retratado o momento em que a bela Psique, cheia de desconfianças (infundidas por suas irmãs, que não podiam vê-la tão feliz com seu amante desconhecido) e munida de lâmpada e punhal, vai sorrateiramente ao aposento de seu [até então] misterioso marido, descobrindo que o que ela pensava ser algo horrendo (que precisasse se esconder dos olhos alheios) é, na verdade, o belo deus do amor, Cupido.

Este desperta, então, e, vendo que sua amada preferia acreditar em conselhos tolos a confiar no amor, abandona-a. Posteriormente, Psique prova o quanto amava o deus e os dois acabam se casando.

[b]Quíron[/b]

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Aqui, o centauro Quíron (ou Quirão) treina um bravo jovem na arte do arco e flecha. Quirão foi um dos poucos centauros de grande fama na mitologia – tendo recebido lições de Apolo e Diana, tornou-se habilidoso caçador, músico, profeta e exímio na arte da cura. Ensinou aos mais notáveis heróis gregos, como Aquiles, Eráclito, Jasão, Nestor, Ulisses e Esculápio, tendo este último se tornado tão bom médio que chegou a restituir a vida a um morto.

[b]Afrodite, Sátiro e Cupido[/b]

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Nesta pintura, Afrodite e seu filho Cupido descansam junto a um bosque. Enquanto isso, um sátiro observa a bela deusa dormir. Com sua longa cauda e suas patas de bode, os sátiros eram famosos nos mitos por sua constante perseguição a ninfas, mênades e outras beldades que lhes chamassem a atenção.