Rios e Tragédias

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Os mitos representam nosso mundo, e antes que qualquer ser humano sonhasse com uma cidade ou qualquer obra feita pelas mãos do homem, a natureza sempre nos cercou. Assim, quanto mais antigo um mito for, mais aspectos naturais ele possuirá, a tal ponto que suas divindades e a própria natureza sejam algo único. Uma árvore por si só é um entidade e não apenas uma criação de uma divindade, toda a natureza” que nos cerca é ao mesmo tempo elementos que do mundo e entidades cultuadas e respeitadas. Mares, rios, montanhas, floresta e tudo mais o que nossos sentidos são capazes de perceber.

Rio Alfeu

Ainda encontramos tal forma de ver o mundo em sociedades tribais e com aspectos xamânicos, os indígenas de nossa pátria, os nativos norte-americanos, tribos africanas, e diversos outros pontos do globo.

Mas alguns elementos naturais são tão importantes e vitais para nós que, mesmo em uma sociedade grande e complexa, é possível encontrar tais elementos divinizados. Um dos melhores exemplos são os rios. Um rio sempre se mostrou um grande aliado do ser humano, sendo o berço e o cuidador de grande parte das cidades.

Rio Nilo

O Nilo é um deus rio importante para os egípcios, mesmo entre seus deuses reis, da sabedoria e magia. Os gregos antigos, com toda sua filosofia e valores de cidadania ainda possuíam uma grande admiração por seus rios, como o Estige, Aqueronte, Lete e diversos outros rios que tinham suas ninfas ou divindades protetoras.

Rio Estige

Por mais que um povo se mostre desenvolvido, um rio sempre será uma poderosa dadiva dos deuses para essas pessoas. Mas nem sempre se dá o devido respeito, nem sobre as suas bênçãos, muito menos quanto ao seu poder.

Tragedia2

E assim nascem as tragédias. Outro reflexo humano em mitos.

Elas nos servem como uma lição, uma punição de nossos erros, uma consequência de nossos atos imprudentes, onde os deuses não mostram misericórdia, deixando sua ira ceifar até mesmo as almas daqueles em cujo coração nunca residiu o mal. Muitos pagam pelo erro de poucos.

Tragedia03

Mas as tragédias sempre chegam a um fim, um fim que traz um recomeço. Criando um sentimento de esperança, de que algo pode ser feito, de que apesar dos pesares, a vida continua, e pode melhorar. Foi assim com Utanapishtim e com Noé, em seus respectivos dilúvios.

E é assim com a tragédia do Rio Doce (conhecido como Uatu pela tribo indígena Krenak), que com suas cidades destruídas, e seu povo, mesmo que em prantos, pode encontrar um recomeço se aqueles que forem benditos em seus dias estiverem dispostos a entregar a dadiva da solidariedade capaz de ajudar tão sofrido povo.

Com isso deixamos aqui o link para todos aqueles que se comoverem e quiserem mudar tão trágica sina que abateu sobre muitos que agora possuem tão pouco.

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  • Alysson Lein

    Léo, belíssimo texto… Fico muitíssimo grato pela ajuda! Minas agradece!