Leitura de Pergaminhos #35

Báucis e Filêmon
09/11/2015
O Texto das Pirâmides
12/11/2015

Nessa edição do Papo Lendário, especial de Leitura de Pergaminhos, Leonardo, e Lucas Ferraz e o convidado Andrei Fernandes fazem a leitura de e-mails do episódio 128 (Apresentando o Ocultismo) ao episódio 130 (O Colecionador de Sacis).

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Nilda no podcast Vida Sonora 01

Catarse do livro: Sentimentos à Flor da Pele

Catarse do livro: Kalciferum

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Padrim do Mitografias

  • Henrique Tavares

    Vixi, sou muito contra essa de que o folclore deve ser “mais trabalhado” e o que fazem é a versão marvel de um saci todo bombado ou de a versão god of war de um mapinguari. Não quero nem ser contra isso, mas dizer que isso é trabalhar melhor com um folclore, que fique com o Monteiro Lobato, que, aliás, a versão dele não… é… infantil. Parece que ninguém leu a obra do cara e e esse mito não sai da cabeça das pessoas!

  • Henrique Tavares

    Sobre existir uma fantasia e uma ficção da cultura brasileira ser menos interessante lá de fora é porque não se deixam explorar esses temas. Cavaleiros templários? Fodões. Piratas? Fodões! Ninjas assassinos? Fodões! VIKINGS? NOSSA, ESTOU TENDO ORGASMOS. Bandeirantes? Bando de genocidas. Cangaceiros? Só bandido. Incontinentes mineiros? Pura farsa histórica. Guerra do paraguai? Chacina.

    É curioso, porque há mais senso crítico com nossas figuras históricas. Mas acho que é mais do que puro senso crítico, porque quando é proveniente do estrangeiro o senso crítico se subverte para o mais puro fascínio, pois com certeza muitas figuras e eventos estrangeiros que até nós cultuamos são tão barbáricos e farsantes quanto. Eu vejo mais como um cinismo bruto misturado com a falta de valorização da nossa história que cria essa rejeição.

    “Assassin’s Creed no Brasil? Que piada! Nossa história é um lixo! Onde que teve uma guerra ou luta ou revolução decente ou personagens interessantes? Que história rende uma ‘República do Café-com-Leite’? Derp derp” Isso eu ouço direto em comunidades de jogos e tenho vontade de socar o indivíduo. Nossa história tem muitas revoltas populares, muitos líderes e guerreiros valentes, cientistas e exploradores dignos de serem nossos “folk heroes” que nos inspiram para ficções e fantasias incríveis. Só pra começar, aqui em Florianópolis há embarcações de piratas afundadas, fortes em ruínas destruídas em batalhas, covis de esconderijos piratas e rumores de tesouros. E eu conheço a comunidade artística daqui – ninguém demonstra interesse.

    • Nilda Alcarinquë

      Olá!

      Pois é Henrique, temos muitos problemas ao lidar com o nosso passado histórico e cultural.
      Ou se parte para um ufanismo que não se sustenta, ou se denigre tudo como se fossemos inferiores.
      Defendo que se produza mais coisas, que se pesquise e divulgue o máximo que for possível e, com o tempo, a teremos um volume grande de coisas produzidas para daí podermos comparar, separar o bom do ruim e ir crescendo.
      Usar conhecimentos antigos, misturar com o novo e criar algo diferente, com a nossa cara.

      E falando em embarcações piratas afundadas em Florianópolis: será que é daí que o André Vianco tirou a idéia de seus vampiros portugueses?

      abraço

    • Um amigo meu me mostrou que o Brasileiro não consegue reconhecer o que existe de bom aqui e sempre valoriza o que vem de fora – e isso não acontece só com história. Outras áreas da ciência produzem muita coisa que não são vistas e muitos cientistas bons, por não serem valorizados, acabam indo pra fora do país… Aqui só se valoriza carnaval e futebol. De resto, tudo é ruim e só o que vem de fora é melhor… muito triste isso…